 |
O beijo que Aloísio não deu
Não havia qualquer indício que levasse a pensar que aquela mulher não era feliz. Não havia nela qualquer conduta contraditória, gesto menos delicado ou palavra mais grosseira. O único problema da jovem senhora até então era uma incômoda incontinência urinária. Fora isso, corria tudo bem. Com seu marido também, obrigada. Aliás, casal mais harmonioso deveria estar para existir. A única chateação do casal respondia-se pelo nome de Arminda, mais conhecida como: Arminda, a vizinha da anca grande e língua, idem. A fofoqueira, que ganhara fama e inimizade por toda a cidade, em seus dias mais intranqüilos costumava espalhar que Aloísio, o marido exemplar, de bonzinho só tinha a cara. Eunice, a esposa desta história, pouco se coçava com o apetite mordaz da vizinha.
Aloísio era dono da padaria mais conhecida da cidade. Ao todo, existiam três. Eunice era apenas a mulher do dono da padaria mais conhecida da cidade. Vez ou outra ela costurava para as amigas que sabiam de sua habilidade com bordados e bainhas. Mas ela gostava mesmo era de comer brigadeiro e assistir televisão. Ela não gostava de sair. Só abria uma exceção para visitar a tia de noventa anos, que vivia em Santana do Jacaré, rincão distante até do mapa. Juntos, eles só iam mesmo à missa de domingo e à Pizzaria do Sr. Giovanni. Pelo Sr. Giovanni, italiano da região da Sicilia, Aloísio nutria uma terna e verdadeira amizade. Na cidade, corria-se o boato de que Giovanni era o pseudônimo de Ademar, um velho metido à besta, nascido mesmo em Muriaé.
Aloísio e Eunice viviam uma vidinha sem maiores sobressaltos. Ele, um homem de negócios, era o que se pode chamar de um bom marido. Tratava a mulher com carinho, não se esquecia das datas importantes – incluí-se aí o aniversário de casamento, comemorado no dia 15 de abril - e perguntava freqüentemente sobre a saúde da sogra. Ela, por sua vez, não lhe trazia qualquer tipo de desgosto. Era quase invisível, de tão passiva. Dia desses, porém, assistindo à novela do horário nobre e vendo a mocinha se deliciar com beijos e abraços, ela se rebelou. Era, sim, muito justa a sua revolta. Aloísio não lhe dava um beijo na boca há mais de dois anos. É legítimo pensar que o hálito de Eunice não era um dos mais aprazíveis. Mas cá estou para defendê-la. Com seu hálito não tinha nada de errado.
A noite inteira Eunice passou despertada ao lado de Aloísio. Ela, meticulosa, desejava mesmo era encontrar uma maneira de acordá-lo e fazer com que ele a beijasse. Após um afago mais forte, Aloísio, um sonâmbulo inveterado, abriu os olhos abruptamente e fitou Eunice com o mesmo apreço de sempre. Muito rápido, ele a trouxe para mais perto de seu corpo, levantou-lhe a camisola, abaixou sua roupa de baixo (...) E, então, já sabemos o que houve. Poucos minutos depois, lá estava ele de novo candidamente adormecido. Eunice, coitada, puxava a cabeça do marido para que pudesse aproximar sua boca da dele. Aloísio, com a dicção totalmente alterada pelo sono, parecia dizer: “Quero dormir, Eunice!”
Rê contou sua estória às 18h16
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Manual de Convivência Compartilhado - Parte 3
Foi-se o tempo em que o auge da beleza era se sentir bem consigo mesma. Era se olhar no espelho sem que a tal da auto-estima fosse por água abaixo. E era, para a glória daquela época, totalmente inimaginável ter de andar por aí exibindo as réplicas do produto mais cultuado da grife francesa Louis Vuitton. Vejam, senhoras e senhores, aonde chegamos! Dia desses, tive de me valer dos empréstimos do toilette de um restaurante – ótimo, por sinal – recém-inaugurado. Se não fosse a entrada triunfante de uma jovem senhora no momento em que eu lavava minhas mãos, eu nada teria para narrar aos senhores. Entretanto, com os cabelos, as unhas vermelhas e os sapatinhos Gucci impecáveis, questa persona, abriu sua mini-necessaire Fendi, e já ao meu lado, de frente para os espelhos, dirigiu-me a seguinte frase: “Eu não vivo sem o meu creminho Prodigy Eyes, de Helena Rubinstein. É excelente para atenuar as olheiras”. Após contar até dez, respirar fundo e resgatar a boa educação que meus pais me deram, respondi à madame: “Eu não tenho olheiras. Até logo!” Ao me retirar, senti-me frustrada por não ter utilizado resposta, digamos, menos adequada. Divertido seria: “E a mamãe continua bem?”, “Por um acaso, você já tem o Future Solution Total Revitalizing Brain, da Shiseido?”, “Você é mal amada ou é impressão minha?” ou ainda “Segundo especialistas, ainda não existem remédios para casos atemorizantes de feiúra.” Eu não disse nada disso e continuo não tendo intimidade nenhuma com efeito peeling, efeito colágeno, efeito botox, argilas branca e vermelha, regenerador DMAE e muito menos com o descontratuante muscular argireline.
Rê contou sua estória às 04h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Manual de Convivência Compartilhado - Parte 2
Terça-feira, dia 3 de agosto de 2004, 9 horas da manhã, o telefone toca. Registrem todos, por favor: detesto conversar ao telefone! Podem vir à minha casa quando quiserem, contanto que não tragam junto o Graham Bell.
Fulana: Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, Rê. Que saudade! Você sumiu! Nossa! Nem acredito que consegui falar com você! Nossa! Que tudo! Menina, você faz muita falta! Precisamos sair! Tenho mil fofocas pra te contar! Minha vida está ótima! Estou meio que dando uns beijos num dos caras mais gatos de Belo Horizonte! Meu ex não sai do meu pé! Uma loucura! E aí? Ai, me conta, Rê. Que saudade!
Eu: Quem tá falando?
Fulana: Ahhhhhhhhhhh! Nem acredito nisso! Que páia, Rê. Nossa! Isso é muito páia! É a fulana de tal, né.
Eu: Ah... Você me desculpe, fulana de tal, é que ainda estou meio sonolenta! Que bom que você está bem. Por aqui está tudo ótimo também.
Fulana: Ai, Rê, a gente precisa marcar alguma coisa. Tipo... dançar. Nossa! Cê viu aquela boate (agora não me lembro o nome!). Minhas amigas já foram e disseram que só dá homem gato e rico. Dá pra pegar uns cinco por noite! Mas, assim, tô ligando mesmo pra te contar uma novidade.
Eu: Hummm... qual é?
Fulana: Descobri uma ponta de estoque que está liquidando um monte de bolsas da Louis Vuitton?
Eu: Nossa! Que fantástico, fulana.
Fulana: É. Nossa! São super parecidas com as verdadeiras.
Eu: Nossa! É mesmo? Bacana demais, hein. Fulana, estou aguardando uma ligação bastante urgente. Posso te ligar daqui a 15 minutos?
Fulana: Nossa, Rê, vai ser muito páia se você não ligar...
Eu: Eu ligo! Um beijo.
Rê contou sua estória às 02h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Manual de Convivência Compartilhado - Parte 1
Ontem, minha amiga Ana Paula e eu resolvemos tomar um café e comer pães de queijo na Cafeteria Três Corações. Chegamos por volta das 21h30, escolhemos uma das mesas que fica dentro do estabelecimento – alguém sabe me informar se a frente fria ficará por aqui para sempre? – e a conversa fluiu agradável como o de costume. Como as mesas são muito próximas uma das outras, torna-se “quase” inevitável ouvir a conversa de seu vizinho de mesa. Quando se quer e se faz um pequeno esforço pra que isso ocorra, a conversa é ouvida tranqüilamente sem nenhum tipo de empecilho ou transtorno. Enquanto tomávamos o nosso capuccino e saboreávamos os pães de queijo recheados com tomate seco, prestávamos atenção na conversa alheia. Que coisa feia, hein meninas!
Tratava-se de um casal típico belo-horizontino da zona sul. Ele, o Mr. Nike Shocks parecia ser de poucas palavras. Na ocasião, segundo minhas impressões, o mocinho preferia apenas ouvir a namorada. Ela, a pseudo-patricinha-chique, vestia um blazer jeans sobre uma regata branca bordada com canutilhos, uma calça black jeans stretch, um cinto de couro bordado com paetês metalizados, e tamancos de couro e madeira. No entanto, o acessório mais chique da noite encontrava-se dependurada na cadeira do namorado Mr. Shocks. Era uma réplica da Ellipse petit modèle, de Louis Vuitton. Uma graça, se la toile monogram não fosse incrivelmente falsa. A moça, visivelmente irritada devido a uma unha quebrada, pegou seu artigo de couro, levantou-na como quem levanta um troféu por uma grande vitória e pegou uma pequena lixa reparadora. Para a mocinha, aquele objeto cafona de status duvidoso a estabelecia na roda de gente chique. O que fazer se para ela e para tantas, aquilo era o ápice do luxo e da sofisticação?
Em seguida, já mais calma - a não ser por uma pequena franja que lhe exigia arrumações ininterruptas – a aprendiz de madame pediu um chocolate quente e dois croissants. Minutos depois, com o pedido já na mesa e Mr. Shocks ainda calado e constrangido, talvez, a pseudo-patty não suportou seu anonimato. Não ser a mais cobiçada e desejada do recinto era demais para uma moçoila tão linda, tão loira e tão deslumbrante. Foi, então, que uma gotícula de chocolate quente caiu sobre sua blusinha branca bordada com canutilhos. O quê? Não se contentando com o gesto solidário de Mr. Shocks que acabara de lhe ceder um guardanapo, Miss stupid girl, pegou sua bolsinha falsa da Louis Vuitton, e disse num tom ácido ao herói que a suportava: “Você vai ter de me dar outra blusinha dessa!” Nunca torci tanto para uma situação se transformar em dramalhão mexicano. Seria hilariante ver Mr. Shocks puxando pseudo-patricinha-chique pelos cabelos pranchados e dizendo: “Isso que dá namorar mulher burra!”
Rê contou sua estória às 13h25
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um pouco de angústia
O dia tem passado como normalmente passam os dias. Como o de costume, tenho me arrastado pelas longas horas, desperdiçando a tudo e a todos, dissipando-me amenamente e entregando-me à covardia, ao desespero e à apatia. Os livros dispostos na estante da biblioteca, organizados conforme seu grau de importância, não são mais motivos de alegria e contemplação. Nada, aliás, o é. Ainda sobre os livros, disse algum dia – anos atrás, se eu estiver certa – que eles eram os únicos que me reaproximava do mundo e não me permitia entrar na vala que eu mesma criara. As estações, antes plácidas e atraentes, dão lugar a períodos de intensa aflição, sob os efeitos de meu silêncio, confinamento e vazio interior.
Se eu optasse por escrever algo mais confesso neste dia, certamente, o primeiro parágrafo acima seria útil à introdução. Quer dizer, seria bem menos descomedido, pois, ainda – que Deus me livre disso – não me encontro em estado tão perverso de amargura. Talvez, pensando melhor, dissesse coisas mais sutis ou começasse com a frase comum: “Hoje acordei com o pé esquerdo...”. Exageros à parte, caro leitor, meter-me num banho quente e engolir algum remédio contra enxaqueca tornariam, sim, o dia mais tolerável. Mas isso tudo é para dizer, enfim, que um pouco de angústia – desejo somente que seja suportável a todas as almas – não enlouquece, tampouco o encaminha para algum calabouço escuro e sem saída. Todos sentem, vez ou outra, aquele desânimo profundo. De repente, nossa tolerância diminui e nos parece que tudo foi perdido. Que nada. Esta sensação até pode ser produtiva. Escrever, mesmo, em momentos menos claros resulta - às vezes - em textos impensáveis e brilhantes.
Clarice Lispector, exemplo de como a inquietação deve ser uma aliada e não uma ameaça iminente, já escreveu coisas do tipo: “Passo os dias procurando enganar minha angústia e procurando não fazer horror a mim mesma. Tem dias que me deito às 3 da tarde e acordo às 6 para em seguida ir para o divã e fechar os olhos até as 7 que é hora de jantar. Isso tudo não é bonito. Sei que é horrível. Caí inteiramente e não vejo um começo sequer de alguma coisa nascendo”. A escritora, ucraniana de nascimento e brasileira de coração, ainda que genial e imortalizada por sua herança literária, também sentia o desânimo, sobre o qual me referi nas linhas anteriores. Para os mortais, como eu, consolo mais pertinente não ocorreria.
No mesmo texto – na verdade, uma das cartas que foram trocadas com o amigo Fernando Sabino, disponível no livro Cartas perto do coração - Clarice diz, em um tom afetuoso, que não sabia aprender ainda a desistir e que tinha medo de se entregar, porque, não saberia o que viria daí. É certo que também fazemos o mesmo. Definitivamente, não nos entregamos, porque, o que nos agita e dignifica são nossas escolhas, sob o aspecto da pretensão, para a própria vida.
Rê contou sua estória às 14h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Sejam bem-vindos!
Prezado leitor,
Pensei em escrever algo mais poético e sofisticado, afinal de contas, esse é o primeiro texto a rechear o "Primeiras Estórias". Até tentei. Mas lá pela quinta linha vi que o melhor era, mesmo, não estipular o modo como a escrita viria ao mundo. Bobagem! Aprendi desde cedo que tudo pode ser bem simples. Então, pra quê complicar? É assim, de maneira totalmente descomplicada, que me apresento a você. Para a grande maioria, é verdade, não sou nenhuma novidade. Mas quando reflito sobre a interação que a Internet proporciona, devo pressupor que há um ou outro desconhecido passando os olhos por esse texto.
Se pensarmos na permanente reivenção de nós mesmos, torna-se impraticável a autodefinição. Francamente, autodefinir-me não é a intenção. Creio que nem Freud conseguiria tamanha proeza. Não porque eu seja uma figura demasiadamente complexa. Talvez o contrário. Sou normal demais. Por outro lado, enumerar coisas do tipo "tenho medo de lagartixa", "adoro chocolate", "sou leitora assídua de Clarice Lispector" também não sejam o suficiente para dizer algo relevante sobre essa personalidade - ora prosaica, ora intempestiva, ora confusa.
Essencialmente, devo dizer que estar aqui, escrevendo e sendo lida por dez ou por centenas de pessoas, é algo que me preenche e me entope de prazer. Certa vez, escutei um autor - não me lembro de sua identidade - dizer que escrevia para não enlouquecer. Embora não soubesse disso desde sempre, confesso que nos últimos tempos fui acometida da mesma sensação. Nada de Lampejos. Foi preciso inquietar-me, apalpar com cautela o interior, reinventar-me de certa forma, abandonar o comodismo óbvio e mergulhar na minha essência, para entender, enfim, que escrever - bem ou mal - é o que sei fazer. Abandonar tal ofício, portanto, é deixar desamparado o que tenho de melhor.
Cada porta, uma escolha. E cada escolha, a certeza de que fizemos o que estava a nosso alcance. Já dizia Lya Luft, numa de suas obras, que a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente, reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Após inúmeros questionamentos e decisões - alguns necessários, outros insensatos - me dei conta de que é hora de reprogramar certas coisas que há tempos não recebiam o devido esmero. Dessa forma, vou tecendo minha história, porque, claro, o mundo só terá sentido a partir do momento que meus sonhos, dúvidas, experiências e pensamentos lhe conferirem alguma ordem.
Pois bem, essa sou eu.
Muitas vezes, equivocada. Outras tantas, optando pelo caminho menos impreciso. Pessoa que acerta e confia nos erros como legítimo aprendizado. Apaixonada por literatura. E mais ainda pela vida, que traz consigo infindáveis possibilidades. Seja muito bem-vindo ao Primeiras Estórias. Juntos, faremos acontecer! Este é só o começo...
Rê contou sua estória às 14h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
*****
O nome deste espaço é uma singela homenagem ao grande escritor mineiro João Guimarães Rosa. O criador de fantásticos contos compilados em um livro que recebe o nome de Primeiras Estórias é, por seus experimentos lingüísticos e sua inventividade, um dos mais completos renovadores de nossa ficção. Sérgio Buarque de Holanda confirma com as seguintes palavras: “Tenho medo de tentar comparações. Não direi, por isso, que a obra de Guimarães Rosa é a maior da literatura brasileira de todos os tempos. Direi porém que nenhuma outra, de nenhum escritor, me deu até hoje, entre brasileiros, a mesma idéia de tratar-se de criação absolutamente genial.” O título, ao contrário do que eu pressentia, veio fácil à cabeça. Chegou sorrateiro quando eu menos esperava, e sem titubeações, ficou de vez. Guimarães Rosa, representante incomparável dessa Minas que amo, é tão simples quanto genial. Simples sem ser simplório: essa é a minha idéia.
*****
Não imagine este espaço como algo severo ou solene. Saiba, desde já, que, para mim, leveza e falta de prepotência devem ser características imprescindíveis e constantes de uma obra, ou legado. As primeiras estórias são lembranças de uma criança sensível e considerações de uma jovem de vinte e um anos de idade. Falarei sobre cinema, música, literatura e sobre todas, ou quase todas, as inquietações que nos estabelecem no mundo e nos convidam a desobedecer a futilidade. Como admiradora e nem sempre como exímia conhecedora, vou eleger os autores e livros que marcaram minha vida, filmes que jamais esquecerei e canções que me emocionam profundamente. Celebro aqui minhas paixões e faço questão de ter você como convidado especial.
*****
Meus sinceros agradecimentos à Gustavo Fonseca, exímio escritor, que jamais me privou de suas competências literárias. Aos amigos que por tantas vezes cobraram a existência desse espaço. Ao amado Waldir Gonçalves, leitor assíduo e infinitamente especial. E ao grande amor Alexandre Horta, por absolutamente tudo!
*****
À memória de Andréa Guedes: amiga que me quis bem e soube viver da maneira mais digna e sábia, tal qual eu desejo. Encantou-se, mas, permanece viva nas lembranças de quem sempre lhe admirou.
*****
Aproveitem... o espaço é de todos!
Rê contou sua estória às 14h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |
|
|


Pisciana nascida no dia 15 de março. Dizem os astros que alguém assim mistura uma pitada de cada um dos onze signos anteriores. A infantilidade de áries, a sensualidade de touro, a suscetibilidade de câncer, a maleabilidade de gêmeos, a magnanimidade do leão, a acuidade de virgem, o mimetismo de libra, a sagacidade do escorpião, a benevolência de sagitário, uma certa reserva própria de capricórnio e uma tendência a desligar típica de aquário. Mas pensando bem, apesar de encontrar certa veracidade na compreensão zodiacal, é muita confusão para uma cabeça só. Tudo bem que eu possa parecer tão complexa vez ou outra, mas em geral, não sou um bicho de sete cabeças. O ar melancólico e o olhar vago já falam por si só. Nessas horas, preciso de silêncio e concentração. Nas outras, o sorriso largo e pra lá de sincero convida para um momento mais extrovertido. Para quem apreende facilmente os meus momentos, já é meio caminho andado. Não sou de lua e nem inteiramente constante. Devo estar no meio-termo, se é que isso se faz possível. Espelho-me nos meus pais, na genialidade de Drummond e Clarice, na poesia de Vinicius, na bossa de Tom, e nas pessoas que de alguma forma contribuíram para que eu fosse um pouco melhor hoje. Essa sou eu. Muito prazer! Fique à vontade, tá. Ah, meu nome? Renata! Mas pode me chamar de Rê...
|
06/02/2005 a 12/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
26/12/2004 a 01/01/2005
19/12/2004 a 25/12/2004
12/12/2004 a 18/12/2004
21/11/2004 a 27/11/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
07/11/2004 a 13/11/2004
17/10/2004 a 23/10/2004
10/10/2004 a 16/10/2004
03/10/2004 a 09/10/2004
26/09/2004 a 02/10/2004
19/09/2004 a 25/09/2004
12/09/2004 a 18/09/2004
05/09/2004 a 11/09/2004
29/08/2004 a 04/09/2004
22/08/2004 a 28/08/2004
15/08/2004 a 21/08/2004
08/08/2004 a 14/08/2004
01/08/2004 a 07/08/2004
|
A Fina Flor do Brega
Amor X Combinar
Baiana Feliz
Balanço de Dez em Dez
Bavardage
Betamania
Casa da mãe da Joana
Comédias da vida gelada
Deu a Louca no Mundo
Dígito
Esse é o blog
Eu sou assim
É duro, hein!
Gueixa Bania
Ilvia no país das maravilhas
Isso Só Acontece Comigo
Madrugada na Sala
Mafalda Crescida
Maria sai da toca
Megeras Magérrimas
Mil e Uma Utilidades
More than I hope
Nada mais de malmequer
Ninguém lê esta porcaria
Não é de sua vida
Olhando a vida de Frente
Palavras Soltas
Pequena Jornalista
Psicólogo Neurótico
Ria da minha vida
Santa pazzia!
SlothSam
Tigre
Uma Menina no Sótão
Viajando com a Shally
Villa da Lucia
Vista Da Cidade
|

|
 |
|
|

|