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Casa nova
Caros leitores,
Sejam, mais uma vez, muito bem-vindos à nossa casa nova! Foram necessários mais de cem e-mails até que o Primeiras Estórias ficasse pronto, com a cara que está hoje. A Dani, criadora do novo layout, foi super paciente e atenciosa. Ela, realmente, não sabia que existia alguém tão perfeccionista como eu. O importante é que ficou como eu queria. Espero que vocês tenham gostado tanto quanto eu. Aproveitem o espaço...
Abraços.
Rê contou sua estória às 12h02
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Hoje é domingo, pé de cachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro...
Ao contrário do que muitos pensam e dizem, eu adoro domingo. E adoro especialmente as manhãs de domingo. Normalmente acordo, tomo um café da manhã demorado, leio alguma revista ou o jornal local do referido dia, converso com alguém que por um motivo ou outro se esqueceu de dar notícias durante a semana, saio para um almoço em família, assisto a programas totalmente inúteis, deixo o quarto mais ou menos organizado para poder desorganizá-lo durante os seis dias seguintes, enfim. Pode-se tudo quando o domingo não é motivo de desgosto ou é visto como um mero período que antecede a assombrosa segunda-feira.
Quando criança, domingo sem o trem que passava na praça perto de casa e que com ele levava todos os espécimes de personagens era um dia aborrecido. Embora eu morresse de medo da Cuca, insistia em correr a vizinhança com cara de que nada acontecia e que nem de longe era a figura menos simpática. Domingo, também, era dia de me sentar frente à telona, comer um saco gigante de pipoca doce e confiar nas histórias divertidas, românticas e boçais dos Trapalhões, da Disney e da Xuxa, respectivamente. Era quase sempre o dia em que meu irmão e eu sentíamos o estômago embrulhar e as pernas tremerem antes de nos sentarmos em alguma roda-gigante. O circo também tinha a sua vez. Sabia que em algum domingo eu o veria. De muitos picadeiros eu ainda me recordo.
Mas saibam que nem todos os meus domingos tiveram cara de maçã do amor, sorvete de creme com cobertura de chocolate, pipoca doce, pique-esconde ou amarelinha.
Lembro-me que em certo período, já me referindo à época de ensino médio, segunda-feira era o dia em que havia aula com o professor mais algoz do colégio, o tutor de química. Eu era péssima no assunto. E o que é pior, eu era perseguida pelo tal carnífice, e em tempo, responsável por todos os meus traumas envolvendo fórmulas químicas e afins. Conseqüentemente, os domingos que precediam estas segundas-feiras eram desesperadores, uma vez que me colocavam mais próxima do massacre intelectual do dia seguinte.
Anos mais tarde, fiz as pazes com o domingo e só não fomos felizes para sempre, porque vira e mexe acho ele muito curto ou quiçá dura muito menos do que realmente deveria. Mas ainda assim, o primeiro dia da semana sempre me trouxe coisas boas. Alguns servem para colocar os estudos em dia, outros combinam com um bom pijama de algodão e uma cama materna, outros ainda te convidam para um bate-papo ao redor da mesa, outros lembram início de namoro (...)
E quão infindáveis são as possibilidades de um domingo sem pesar.
Rê contou sua estória às 17h35
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Que venha o sossego
Estou moída! Ontem foi dia normal de trabalho, quer dizer, saí da empresa às 10:15 da noite. Tudo porque agora somos duas empresas. Explico: o grupo holandês SHV, dono da empresa onde trabalho, adquiriu recentemente o grupo concorrente. A fusão foi aceita e com ela, equipe e trabalho redobrados. Tivemos pouquíssimo tempo para pensar e fazer as coisas acontecerem. E tudo consta que caímos na real, mesmo, na última semana. Nunca vi tanto entra-e-sai e tanta agitação. As obras no parque industrial de Betim já começaram, mas enquanto isso, vale tudo. Vale ficar ansioso, vale ficar apertado para as outras pessoas se acomodarem, vale trabalhar até mais tarde, vale sair da sua função e contribuir em outra tarefa, vale receber os novos colegas com entusiasmo, vale se mostrar disponível mesmo quando o cansaço já há muito tempo tomou conta do corpo, vale...
Bom domingo a todos. E para quem passou por uma semana tão extenuante como eu, que venha um pouco de sossego.
Até!
Rê contou sua estória às 10h58
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Pisciana nascida no dia 15 de março. Dizem os astros que alguém assim mistura uma pitada de cada um dos onze signos anteriores. A infantilidade de áries, a sensualidade de touro, a suscetibilidade de câncer, a maleabilidade de gêmeos, a magnanimidade do leão, a acuidade de virgem, o mimetismo de libra, a sagacidade do escorpião, a benevolência de sagitário, uma certa reserva própria de capricórnio e uma tendência a desligar típica de aquário. Mas pensando bem, apesar de encontrar certa veracidade na compreensão zodiacal, é muita confusão para uma cabeça só. Tudo bem que eu possa parecer tão complexa vez ou outra, mas em geral, não sou um bicho de sete cabeças. O ar melancólico e o olhar vago já falam por si só. Nessas horas, preciso de silêncio e concentração. Nas outras, o sorriso largo e pra lá de sincero convida para um momento mais extrovertido. Para quem apreende facilmente os meus momentos, já é meio caminho andado. Não sou de lua e nem inteiramente constante. Devo estar no meio-termo, se é que isso se faz possível. Espelho-me nos meus pais, na genialidade de Drummond e Clarice, na poesia de Vinicius, na bossa de Tom, e nas pessoas que de alguma forma contribuíram para que eu fosse um pouco melhor hoje. Essa sou eu. Muito prazer! Fique à vontade, tá. Ah, meu nome? Renata! Mas pode me chamar de Rê...
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