Abram as alas que eu quero passar

Há duas semanas que venho trabalhando exaustivamente. Todos os dias aparecem novas tarefas, novas solicitações, novas pessoas precisando de novas respostas, novos textos, novas planilhas. Haja cérebro pra guardar tanta informação e haja organização pra fazer tudo aquilo que já fazia e o que surgiu no mesmo tempo de antes. É difícil, às vezes perco a calma, às vezes perco o pique, às vezes não me conformo em acordar às seis da manhã, mas, não há nada melhor do que sentir o gosto da independência e do reconhecimento – mesmo que bem pouco. Quando penso que ainda faltam tantos projetos e experiências consigo ficar menos impaciente e me cobrar menos. Ano que vem quero morar fora do país. Vou pra Londres! Dizem que as palavras têm poder. É por isso que já falo logo que vou. Mas sei, também, que vai me doer um bocado pegar um avião e desembarcar numa terra que não é a minha. Mas ao mesmo tempo não é justo me privar de algo que eu sempre quis e que eu sempre achei muito bacana. Eu vou. E vai ser fantástico, ainda que o coração diminua com tanta saudade. Agora é continuar a trabalhar, a encher o cofrinho e amadurecer bastante a idéia.

 

Na verdade, eu ia escrever sobre o carnaval, mas não saiu nada que fosse plausível – talvez, porque, eu não goste tanto dessa época. Vou pra Diamantina, um dos lugares ideais para os aficionados pela data. Que baita contradição, hein. Não gosto de muvuca, execro todos os bêbados insuportáveis, abomino harmonia do samba e axé blond e detesto pegação – pra não dizer palavra mais chula. Falando assim, por que então vou fazer minha mala e cair na gandaia? Porque eu não sou louca de ficar em casa assistindo aos desfiles da Sapucaí, aos festejos dos soteropolitanos e à exultação de quem acompanha o Galo da Madrugada. E, além do mais, com tudo o que tenho escutado dos meus acompanhantes de viagem, absolutamente tudo promete ser pura diversão. Eu vou. Sem preconceito.

 

Pra quem vai e pra quem fica:

bom carnaval.





Rê contou sua estória às 09h09

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Não seria bom?

Tão simples e tão bacana. Essa é uma letra cantada pela banda Beach Boys. Espero que vocês gostem como eu gostei.

 

***

 

Wouldn't It Be Nice

Composição: Brian Wilson

 

Wouldn't it be nice if we were older
Then we wouldn't have to wait so long
And wouldn't it be nice to live together
In the kind of world where we belong

You know it's gonna make it that much better
When we can say goodnight and stay together

Wouldn't it be nice if we could wake up
In the morning when the day is new
And after having spent the day together
Hold each other close the whole night through

Happy times together we've been spending
I wish that every kiss was never ending
Wouldn't it be nice

Maybe if we think and wish and hope and pray
It might come true
Baby then there wouldn't be a single thing we couldn't do
We could be married
And then we'd be happy
Wouldn't it be nice

You know it seems the more we talk about it
It only makes it worse to live without it
But let's talk about it
Wouldn't it be nice





Rê contou sua estória às 16h57

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Pisciana nascida no dia 15 de março. Dizem os astros que alguém assim mistura uma pitada de cada um dos onze signos anteriores. A infantilidade de áries, a sensualidade de touro, a suscetibilidade de câncer, a maleabilidade de gêmeos, a magnanimidade do leão, a acuidade de virgem, o mimetismo de libra, a sagacidade do escorpião, a benevolência de sagitário, uma certa reserva própria de capricórnio e uma tendência a desligar típica de aquário. Mas pensando bem, apesar de encontrar certa veracidade na compreensão zodiacal, é muita confusão para uma cabeça só. Tudo bem que eu possa parecer tão complexa vez ou outra, mas em geral, não sou um bicho de sete cabeças. O ar melancólico e o olhar vago já falam por si só. Nessas horas, preciso de silêncio e concentração. Nas outras, o sorriso largo e pra lá de sincero convida para um momento mais extrovertido. Para quem apreende facilmente os meus momentos, já é meio caminho andado. Não sou de lua e nem inteiramente constante. Devo estar no meio-termo, se é que isso se faz possível. Espelho-me nos meus pais, na genialidade de Drummond e Clarice, na poesia de Vinicius, na bossa de Tom, e nas pessoas que de alguma forma contribuíram para que eu fosse um pouco melhor hoje. Essa sou eu. Muito prazer! Fique à vontade, tá. Ah, meu nome? Renata! Mas pode me chamar de Rê...

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