Será???
Não pode ser verdade.
Será possível que perdi todos os comentários antigos hospedados no haloscan? Segundo a Dani, criadora do template do Primeiras Estórias, posso, sim, ter perdido TUDO. Imagine! Pode ser um probleminha temporário, mas tudo leva a crer que a cambada do haloscan mudou alguma coisa e não deu a mínima pra nós usuários. Alguém me ajude, por favor.
Rê contou sua estória às 17h04
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Sem preconceitos, enfim

Estou viva.
Depois de três dias muito bem aproveitados em Diamantina, eu digo que meu carnaval foi ótimo, bem mais do que eu esperava. Mas antes de achar isso, achei péssimo. Eu conto: cheguei no sábado e fui me encontrar com o amigo que me hospedaria. Eu e uma outra amiga fomos recebidas por outras quatro meninas. Nada de sorrisinhos ou mensagens simpáticas de boas-vindas. Nada disso. Quando as quatro olharam para as nossas malas, disseram num só coro: “Nooooossa! Vocês vão ficar aqui? Aqui tá muuuuuito cheio!” Pois é! Aproveitamos que meu amigo não se encontrava na casa e demos meia-volta. Colocamos as malas no carro e fomos pra casa que uma outra amiga ficaria. Foi aí que enxergamos algum pontinho de luz no fim do túnel. A essa altura, eu e Tâmara já pensávamos em como seria nossa noite estateladas no banco da praça. Mas a sorte bateu à nossa porta. Dona Neném, a queridinha dos universitários da cidade, que também hospedaria a nossa outra amiga disse que daria um jeito. E deu. Não ficamos na casa dela, mas, conseguimos um quartinho – muito confortável, diga-se de passagem – na casa de Dona Anália, sua prestativa irmã.
Problema resolvido fomos todos para o centro histórico. Lucas, Tâmara, Karine e eu parecíamos et’s olhando pra multidão que invadia Diamantina. A muvuca era tanta que não havia muita escolha. Ajoelhamos e tivemos de rezar. Ôh luta, viu. O axé rolando solto e eu, o peixe mais fora d’água daquela situação, tentava encontrar um lugarzinho onde eu pelo menos pudesse respirar. Respirei fundo, contei até quinze, rezei um pai-nosso e lá fui eu me engraçar com as canções de axé – uma com o conteúdo mais inteligente do que a outra, claro. E dancei, dancei, dancei e dancei mais um pouco. A multidão adorava e eu ia atrás feliz e sorridente como se aquele fosse meu mais puro habitat. Fomos embora depois de algumas horas, pois, a chuva que caía não era pouca e não tinha qualquer piedade dos foliões. Depois de um banho, de um sanduíche, de uma bisbilhotada no big brother e de uma cochilada rejuvenescedora lá fomos nós para a noitada. A impressão era a de que mais de cem mil pessoas entupiam as ladeiras da pequena Diamantina. Mas quando cheguei no aglomerado nada tirava da minha cabeça que as cem mil pessoas habitavam o mesmo metro quadrado que eu. O mau humor chegou e com ele uma vontade surpreendente de ir pra rodoviária e pegar qualquer ônibus que me deixasse em algum lugar longe dali. Fiquei até às seis da manhã nesse redemoinho de gente. Uma hora e meia só pra percorrer um espaço de no máximo dez metros.
No outro dia, porém, meus amigos e eu resolvemos utilizar nossas massas cranianas. Procuramos e achamos um lugar menos muvucado. E foi aí...
... que realmente meu carnaval começou. Dancei, cantei, gritei, tive vontade de assassinar algumas centenas de bêbados, tive dor nos pés e nas pernas, tive inúmeras crises de riso, conversei com desconhecidos, encontrei os conhecidos, observei, refleti, me cansei, enfim. Foi bom por tudo isso, mas, principalmente porque eu quis que fosse muito bom e muito divertido.
Bom pós-carnaval pra todos!
Rê contou sua estória às 07h01
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